quarta-feira, Outubro 15, 2014

O Labirinto

*Crónica publica no jornal online Porto24 a 15 de Outubro

 Tenho uma predileção por labirintos. Vejo-os nas mais diversas manifestações de vida: nos caminhos anatómicos no cérebro, nas relações humanas, no amor, nos cursos de água da Amazónia, no pensamento e, claro, na literatura. Folhear um livro, mais do que o explícito ou implícito da invisibilidade, ou perscrutar a psicologia de um escritor, é entrar-no-labirinto-além -de-entre-as-linhas.
Se sublinharmos, infinitamente, a lápis, esses corredores de letras, intercalando tal qual poetas concretistas brasileiros o rigor da palavra-após-palavra, criando efeitos gráficos, poderemos deixar-nos levar, primeiro, por uma espiral. Depois, a tentação será a de subverter o deslize, em várias direções, ao som do tssssssss da plumbagina. O grafite parece-me a forma mais sensorial de vivermos o intrincado das e nas páginas. Esse é o caminho mais evidente para chegarmos ao auto-labirinto, resgatando dos livros as palavras e os sentidos que melhor servem o enredo em que nos vamos enovelando. Paradoxalmente, quanto mais parece que nos perdemos, mais nos vamos encontrando.
Na época barroca, o labirinto era uma forma aberta de interpretação literária concedendo vários caminhos possíveis para a sua leitura. O que interessa a esta prosa, todavia, é de como, por vezes, os labirintos se bifurcam. Tal e qual como me aconteceu.
A palavra labirinto, escreveu Jorge Luis Borges no “Livro dos seres imaginários”, vem do grego lábrys (λάβρυς), ou machado de dupla lâmina, símbolo encontrado no palácio do rei Minos, na ilha de Creta, local identificado com o mítico labirinto projetado por Dédalo e habitado pelo Minotauro.
Em 2011, a propósito dos 25 anos da morte de Jorge Luis Borges, Veneza resolveu homenagear o escritor argentino, que era apaixonado pela cidade, prestigiando-o com um jardim-labirinto, que se tornou um dos maiores do mundo. Para isso, inspirou-se no conto “El jardín de los senderos que se bifurcan”. São dois quilómetros, com 3.200 plantas, informações em Braille e, visto do alto, reproduz o nome de Borges de forma intrincada. Foi projetado nos anos 80, do século XX, pelo inglês Randoll Coate e concretizado pela Fundação Cini. Quando o avistei em Abril passado, do alto do Campanário da Igreja de São Jorge, em Veneza, mesmo aos pés de um primoroso pôr-do-sol, tive a certeza que a literatura ganhara vida e fazia de mim personagem real e “bifurcada” daquele labirinto. E que as páginas de um livro que desconheço, com a minha história (procura-se paradeiro), estaria a ser sublinhado a lápis. Seria eu a perder-me e a encontrar-me no labirinto, como um general de Gabriel Garcia Marquez. Ao mesmo tempo que percorria esse borgeano labirinto de Veneza, pude imaginar que ele iria dar ao labirinto de sebes do Parque de São Roque da Lameira, no Porto, no caminho para casa. E, por isso, não precisaria de avião algum que me levasse de volta. Percebi, nesse momento, por que tenho afeto por labirintos. Eles são verdadeiros portais do tempo, territórios neutros. E nós, em algum momento, seres imaginários.
Vanessa Ribeiro RodriguesVanessa Ribeiro Rodrigues é jornalista, escritora, documentarista, viajante. Nasceu no Porto, morou no Brasil e na Jordânia. O que lhe importa é reinventar a cor da linguagem, caçar histórias. É autora do livro “O Barulho do Tempo” e tem vários contos e poemas publicados em revistas literárias. Escreve segundo o novo acordo ortográfico.

quinta-feira, Setembro 25, 2014

Desapego, deve ser isto

Há momentos num percurso de vida em que temos largar as coisas (atenção: ironia). As fraldas, a chupeta, as bonecas, os carrinhos, os berlindes, as papas, as chicletes gorila, as cassetes, enfim, extensões de nós que deixam de fazer sentido, que se perdem no éter do nada, no vazio. Extensões de que perdemos o controlo. Há, realmente, extensões de nós, às quais podemos nunca mais ter acesso, embora nos pareçam imortais e eternas, naquele exato momento em que vivemos.

Tudo isto poderia não me ter acometido se não tivesse percebido que a maioria dos meus alunos deste ano tem uma conta hotmail. E isso funcionou como uma espécie de mnemónica. Aos 18 anos criei a minha primeira conta de e-mail no serviço hotmail. Achei que mais ninguém usasse hotmail. Quis voltar a ela, rever o lixo que por lá poderia andar e nada. Não me ocorreu que o ano passado a Microsoft se apoderou de todas as contas inativas e pluff. Zerou. A minha primeira conta nunca existiu, portanto, devido a um processo de extermínio. E essa conta foi tão física quanto os quilómetros de palavras e e-mails que por lá deixei. Para onde foram as palavras? Para onde foram as fotos, os vídeos, enfim, para onde foi o virtual, a lógica formulada na equação de zeros e uns que existiu? O universo cibernético é esse nada virtual que pode entrar em crise existencial. O nada pode implodir. Percebi que como já não ia a tempo mais valia esquecer o assunto.

Minutos depois, contudo, ocorreu-me que também tive um endereço eletrónico do Portugalmail. De imediato, fui confirmar, recordei-me da senha e entrei para um universo de milhares de e-mail por ler. Resolvi pôr um fim ao caos e vaticinar o fim da conta. Recebi um e-mail para confirmar a ação de carrasco implacável. Hesitei, mas segundos depois, dei luz verde. Voltei ao processo de pensamento em cadeia e recordei-me do Hi5. Não consegui entrar: o e-mail de acesso ou era o hotmail, ou o portugalmail. Confesso, não doeu. Foi uma coisa natural, como as fraldas, nem damos por nada. Desapego, deve ser isto.

quarta-feira, Setembro 24, 2014

Prémio Documentário "À Flor da Terra", no Festival Internacional Filmes de Turismo Art&Tur


Agora já é oficial. "Tenho a honra de informar que o júri do VII Festival Internacional de Cinema de Turismo - ART&TUR, presidido por Elizete Kreutz, decidiu premiar o seu filme "À Flor da Terra", confirma um e-mail pela manhã. O documentário sobre o resgate de memória da Quinta de Covela, no Douro, que realizei, produzi e cujo guião escrevi, em tantas horas de insónia e mergulho em apneia, (ufa, done!), está premiado no ART & TUR - International Tourism Film Festival. Este filme documental (50 minutos) tem o cunho estético de António Morais (Direção de Fotografia), a edição dedicada de Osvaldo Pinto, (tantas horas de trabalho, companheiro), a captação de áudio de Ricardo C Gd e Gonçalo Sousa, também responsável pela pós-produção áudio; Carlos Barros de Carvalho e Osvaldo Pinto, ainda, como camara men. Muito Obrigada a todos. Sempre acreditamos no potencial deste filme, pela maravilhosa história da Quinta, seus personagens reais e pela equipa envolvida. O Festival decorre de 23 a 25 de Outubro, no Porto; o documentário "À Flor da Terra" terá a sua prémiere por lá e a premiação será no último dia. Em breve o programa ficará disponível no website e redes sociais. Saravá!

sábado, Setembro 20, 2014

A vida real

E a minha crónica Bairro dos Livros deste mês é "A vida real" e está cheia de personagens invisíveis e alguém num divã a ouvir vozes. Será, doutor?



A vida real


Doutor, eu tenho um problema: ouço vozes. Vozes reais. Começam com palavras, alguns regionalismos, lógicas, divagações e logo tomam a forma absoluta de realidades paralelas.
Doutor, eu tenho um problema: ouço vozes. Vozes estridentes, graves, aflitas, felizes, regozijadas, tristes, impositivas, subservientes, dramáticas, roucas, baixas, altas, doces, suaves, grossas, abafadas, metálicas, de ninar. Confidenciam-me mistérios, coisas com e sem sentido. É um constrangimento, doutor. Eu sei, espere, não, não sou louca, não é alucinação, embora me vá dizer que padeça de alguma coisa. Sou professora universitária, madrinha de um afilhado de seis meses, fã de Cartier-Bresson e Kapuscinski, tudo convenções respeitadas, meu caro. Como vou admitir que ouço vozes?
Diga? Se essas vozes têm forma física? Ah, não, não doutor. São invisíveis. Mas sei quem são: adolescentes, mulheres, ativistas, homens do campo, contrabandistas, traficantes, operários, povo, há tanto povo nas minhas vozes, doutor. Quer dizer, eu não as conheço, mas consigo identificá-las. São aos milhares. E, passado um tempo, começo a reconhecê-los a todos. Se calhar deveria enviar postais de Natal. Bom, talvez não seja assim tão boa ideia. Seria bonito; ficaria a escrever até à próxima época natalícia, à velocidade com que ouço (schhhhhh!!!) estas vozes.
Todavia, há pior, caríssimo: eu tenho várias vidas. Infiltro-me na casa dos outros, subo escadas clandestinas, durmo com homens e mulheres que desconheço. Quer nomes? Domingos, Zé Navalha, Ludovico, Alexander, Blimunda, Francisco, Maria das Cajatas, Manoel, Belarmina… Ajude-me, doutor! É como se o corpo que habito tomasse formas humanas, de princípio camaleónico. As referências mentais são as mesmas, mas a vida é a dos outros, doutor. E não, eu juro, não me refiro ao Facebook, que me mantenho desligada por dias. Falo de vidas reais; de vozes reais. Começam com palavras, alguns regionalismos, lógicas, divagações e logo tomam a forma absoluta de realidades paralelas. Eu mergulho doutor. Ouça-me, eu integro-me e desintegro-me tal qual partícula, elemento da insondável condição Biológica, Física, Filosófica, Parapsicológica. Não sei.
A primeira vez que tal me aconteceu eu devia ter, sei lá, uns seis anos. Começou a sério, por aí, muito embora, bem antes, eu possa quase assegurar que ouvia uns ruídos. Eram apenas rumores prolongados, mas a experiência do seguimento da vida (como se chamará um presente que não o é e um futuro que seria, mas já foi: um entretanto?) diz-nos em algum momento das nossas vidas que esse bulício sonoro já são sinais. As vozes têm um significado, dizem coisas concretas, constroem narrativas, têm vida tanta vida. Às vezes relacionam-se umas com as outras. Será que deveria falar com outras pessoas que ouvem vozes? Vivem outras vidas? Será possível? Para você perceber como isto acontece: sento-me, mergulho os olhos e a alma e esqueço o mundo ao redor. Aí elas começam a falar comigo. Não raras vezes, dou por mim a responder-lhes, a falar-lhes alto e bom som. Depois acordo: fecho o livro e volto a ficar ligada à vida real, percebe-me doutor. Doutor?
Vanessa Ribeiro RodriguesVanessa Ribeiro Rodrigues é jornalista, escritora, documentarista, viajante. Nasceu no Porto, morou no Brasil e na Jordânia. O que lhe importa é reinventar a cor da linguagem, caçar histórias. É autora do livro “O Barulho do Tempo” e tem vários contos e poemas publicados em revistas literárias. Escreve segundo o novo acordo ortográfico.

quarta-feira, Setembro 17, 2014

Bonfim, Anatomias


O lugar onde vivemos, há-de dizer muito sobre aquilo que somos, ou melhor sobre aquilo em que nos podemos tornar. A freguesia do Bonfim fica no Porto Nascente, tem 3,05 quilómetros quadrados, 35 mil habitantes mais um (eu, que não estou registada), uma biblioteca, duas estações de metro, uma faculdade de belas artes, um colégio de órfãos, uma Arca D’Água de Mijavelhas, habitantes sempre acelerados (salvo o homem do laço, que todos os dias lagarteia na esplanada do campo 24 de agosto), sete supermercados, dez farmácias, quinze talhos e o café do senhor Manuel. Consta ainda que tem um monumento ao Viajante Profissional de Vendas, no Largo da Moreda, um Museu Militar, uma escola de hotelaria, nove centros religiosos, entre capelas e Igrejas, sendo uma Adventista, outra Evangélica e as restantes Católicas. Já daria para fazer um encontro ecuménico, portanto. E parece que, às vezes, a Junta de Freguesia tem “Revista à Portuguesa”, no pequeno auditório, e exposições fotográficas de Tiro com Arco. (O que ando eu a perder, deus meu e os santos de férias).

A pé, o Bonfim fica a cinco minutos do centro principal portuense, mas eu creio que as coisas não seguem, exatamente, a mesma lógica do resto da cidade, por exemplo no vocabulário, esse seu jeito de falar. Tudo me leva a crer que os moradores do Bonfim são humoristas profissionais. As mulheres bonfinenses sobretudo. Quem assim não nasce, há-de tornar-se na certa, assim que aqui more. É um bairro onde as formigas têm atacado as residências com afincada dedicação que está para durar (nem a minha fotografia-macumba as demoveu de tal empreitada, mas eu prometo ser implacável), mas não admira para um lugar que cresceu em torno de um Monte chamado de "As Feiticeiras" e com uma Igreja dedicada ao Senhor do Bonfim e da Boa Morte. Tudo contradições, ou congruências, que dariam boas piadas, claro está.
Ainda hoje, por exemplo, a ajudante da florista Luz-e-Flor afiançou-me, enquanto enrolava uma gerbéria azul (coisas estranhas acontecem por aqui, experiencio) que as suas férias lá “nos Algarves” foram uma miséria.

- Ela: Mais valia ter ficado em casa, do que fazer mais de 500 quilómetros para ver chuva algarvia. E entrar no mar, menina? Aquilo era um sarrabulho de algas. Pimba e pimba, tínhamos de afinfar as pernas para cima, sabe-se se lá se o mar tinha ouriços. Era uma lonjura para ir tomar banho.

Já a dona Albertina, lampeira e pimpolha com uma cesta vazia, antiga,  em cima do balcão do café do senhor Manuel, assegura que agora já não tem de regar os tomates do marido, pois a chuva garante-lhe o serviço.

- Ela: Olhe lá, todos os dias, ter de ir lá, regar os tomates do meu marido.

E desata num riso de quem faz plateia de vinte espectadores. Mais adiante, na Farmácia Firmeza, a farmacêutica Isabel troca-me as ideias. Peço-lhe um Centrum Feminino e ela diz que não conhece.

- Ela: Não quererá antes dizer Centrum Mulher?
- Eu: Sim, claro, mas não deixa de ser feminino, pois há o masculino, que tem outros complementos vitamímicos, certo?.
- Ela: Não, não é a mesma coisa. Dizer Centrum Mulher é mais...forte, mais digno. É um Centrum com Tomates, mas para mulher!

Estão a ver que tipo de piadas vos esperam, certo?

terça-feira, Setembro 16, 2014

sábado, Setembro 13, 2014

Novo Curso|Crónicas e Reportagens de Viagem

... Da estrada ao online. 

Ainda há vagas (poucas) para o curso de Crónicas e Reportagens de viagem, que irei orientar em Lisboa, em Setembro: da estrada ao online. Podcasts, vídeos, galerias multimédia. Dias 22, 23, 24 e 25 de Setembro. Com novidades frescas desde o Brasil. Divulguem, a quem interessar. Muito Obrigada!

Para saber mais e inscrições seguir este link da escola Escrever, Escrever, em Lisboa.





quarta-feira, Setembro 03, 2014

Sem sinal



Estar sem rede, hoje, para nós bichos urbanos, geração a partir do final dos anos 70 e 80 do século XX, no abismo da espiral sôfrega, sem tempo, intermitentemente ligados, se por um lado pode ser considerado um atraso, por outro, neste agora, é sempre um luxo. Uma raridade; a ruptura da normalidade. Uma pompa porque, para nós bichos urbanos, viciados no telemóvel (não negue, à partida, uma ciência que desconhece) e na filosofia do sempre-ligados, desligar exige mais do que auto-disciplina, auto-policiamento ativo, é a neurose da educação pelo tijolo tecnológico. Impõe-se uma capacidade espartana para não cair em tentação. Mas o luxo fica mais fácil de ser assumido, consumado, quase como uma profissão de fé, se a geografia na qual mergulhamos for dotada de duas palavras mágicas: “Sem Sinal”. No momento da constatação, o bicho urbano pode sentir, inevitavelmente, apenas duas sensações: mãos suadas, palpitações, suores frios quase Antárticos, o que denuncia pânico. Ou por outro lado, um alívio, um enorme bem-estar, seguido de uma sensação de felicidade, e sorrisos bobos. 

Eu enquadro-me na segunda categoria.

Foi, sem dúvida, com regozijo e felicidade que mergulhei numa leveza absurda, felicidade essa que durou uma semana, sem queixumes, sem efeitos secundários, sem ressaca. Quando apareceu aquele "Sem sinal", redenção de aldeia transmontana, sorri. Enfim, durante uma semana, o telemóvel transformou-se num pisa-papéis, um objeto olvidado, uma coisa preta encostada à mesinha de cabeceira, inútil. Caiu no total esquecimento. Apesar da forte gripe que tomou conta do meu corpo de bicho urbano, com reminiscências rurais e desígnios telúricos, consegui ler 3 livros, dormir, ter tempo para pensar e não pensar, dormir, ouvir o barulho do tempo, da terra, da luz e dos bichos rurais.Tudo isto sem sinal! Tão bom!

Estar sem sinal, apercebo-me é mais um estado de origem, porém, mais surpreendente que isso, para os outros, provou ser uma forma de intolerância. Se não respondo às mensagens de facebook durante 24 horas, tenho um e-mail a questionar se vi a mensagem. Se não respondo ao e-mail (mesmo com resposta automática de ausência) teria mensagem no telemóvel. Estar sem sinal, para os outros, é sinal de atraso, stress e ansiedade. Parece no entanto, ser, uma forma de intolerância. Estar sem sinal, é sim estar noutra cadência de tempo. The ultimate experience! E apesar dos contrangimentos que esse estado pode causar, a quem vive permanentemente neste limbo, em casos de emergência, por exemplo, só posso declarar, no entanto, que sem sinal é o direito natural a não ser incomodado. Sem sinal deveria ser categorizado como um direito fundamental, em várias circunstâncias, umas horas por dia! Isso, ou imigrar para uma aldeia remota.

Leituras de Verão e Regresso às Aulas (Missão Cumprida)

Ler continua a ser das minhas viagens favoritas, o melhor mergulho, a melhor paz, o refúgio mais sincero e generoso. Se nessa viagem a escrita tiver sido dobada pela pena dos sábios, como foi, na cadência da Língua viva, erudita e que pensa, então terei tido o privilégio dos lugares infinitos, de ter vivido na ilha dos que nos levam ao admirável mundo da escrita. Enfim, terei ficado um pouco mais viva. Está a ser um belo Verão de leituras!

"Seara de Vento", Manuel da Fonseca, Forja 
"O Pão não Cai do Céu", José Rodrigues Miguéis, Círculo de Leitores
"Minas de San Francisco", Fernando Namora, Publicações Europa-América
"Cidade Partida", Zuenir Ventura, Companhia das Letras
"Louco de Palestra e outras crônicas urbanas", Vanessa Bárbara, Companhia das Letras
"À noite andamos em círculos", Daniel Alárcon, Alfaguara
"Nossos Ossos", Marcelino Freire
"Choque do Real, estética, mídia e cultura", Beatriz Jaguaribe, Rocco
"Filmar o Real, sobre o documentário brasileiro contemporâneo", Consuelo Lins e Cláudia Mesquita, Zahar Editores

sexta-feira, Julho 25, 2014

Dizem que é oficial no Brasil. Ganhei o 3º Lugar com o CONTO "Nó Górdio, o dia em que enganamos a morte" do Concurso Literário OFF FLIP, em Paraty, no contexto da Festa Literária Internacional de Paraty. Depois de alguns anos a cobrir a FLIP, vou à FLIP receber um prémio. Diz que sou a única portuguesa e que tenho que ir ao Brasil na próxima semana. Diz que as passagens estão um absurdo (um apocalipse) e vou passar uns anos sem férias por causa dessa brincadeira (devia fazer um crowdfunding), mas diz que tem de ser, que galardão assim não acontece todo o Verão. Obrigada, Muito Obrigada! 

sexta-feira, Junho 27, 2014

O Manuscrito

Regresso às crónicas - e quem sabe ao blog, que os pensamentos andam com ruído - pelo Bairro dos Livros, mensalmente, no jornal online Porto24, e em alternância com o Jorge Palinhos, Rui Lage e Rui Manuel Amaral. Esta sexta-feira a prosa chama-se "O Manuscrito".

"Imagino, por isso, um lugar onde estão todas as obras que não foram publicadas, um lugar onde os manuscritos dançam ao rufar dos tambores, rodeado de ébanos, fogueiras, iluminados por um imenso “ukamba”, num horizonte líquido". 

Para ler mais, seguir este link: http://www.porto24.pt/opiniao/o-manuscrito/